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DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) é uma doença crónica que causa inflamação dos pulmões, lesão do tecido pulmonar e um estreitamento das vias respiratórias, fazendo com que seja difícil respirar.

Há muitos tipos diferentes da doença, ainda que se saiba pouco sobre o que causa esta variação e sobre a melhor forma de gerir as diferentes formas da doença.

Última atualização 30/04/2021
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Sintomas


Os sintomas da DPOC são a falta de ar e a tosse crónica, com ou sem expetoração. Ao longo do tempo, também podem ocorrer fadiga, anorexia e perda de peso. Uma característica fundamental da doença são os períodos de sintomas agravados, chamados exacerbações. Estas podem ser desencadeadas por infeções ou pela exposição a níveis elevados de poluição do ar. Os sintomas da DPOC agravam-se ao longo do tempo e as exacerbações podem acelerar este declínio.

As pessoas com DPOC muitas vezes sofrem de outras doenças, chamadas comorbilidades. Estas doenças podem partilhar fatores de risco semelhantes, como o tabagismo, e muitas vezes contribuem para a gravidade da doença.

As doenças mais frequentes que ocorrem conjuntamente com a DPOC incluem a doença cardíaca, ansiedade e depressão, osteoporose, refluxo gastroesofágico, disfunção musculoesquelética, anemia, cancro do pulmão, diabetes e síndrome metabólica.

Causas


A DPOC é causada por fatores que desencadeiam a inflamação dos pulmões. Incluem:

FUMAR TABACO

Este é o principal fator de risco para a DPOC. Cerca de 40-50% dos fumadores ao longo da vida irão desenvolver DPOC, em comparação com 10% das pessoas que nunca fumaram. Nem todos os fumadores irão desenvolver a doença, o que sugere que a genética também desempenha um papel em tornar algumas pessoas mais suscetíveis do que outras.

EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL

Cerca de 15-20% dos casos de DPOC estão associados a exposições ocupacionais a poeiras, substâncias químicas, vapores ou outros poluentes transportados pelo ar no local de trabalho, que podem desencadear a DPOC. Saiba mais sobre os fatores de risco ocupacional.

OPOLUIÇÃO DO AR INTERIOR E EXTERIOR

As pessoas com DPOC encontram-se em risco elevado de agravamento dos sintomas, com níveis elevados de poluição do ar exterior. A poluição do ar interior devido à utilização de combustíveis de biomassa para cozinhar e para o aquecimento também é um fator de risco para o desenvolvimento de DPOC. Saiba mais sobre a poluição do ar exterior e interior.

SOCIOECONOMIC STATUS

A investigação mostrou que o risco de desenvolver DPOC está associado a níveis educacionais e de rendimentos mais baixos. Os peritos pensam que isto se deva a fatores como a nutrição, sobrelotação e poluição do ar.

FATORES AMBIENTAIS E NA PRIMEIRA INFÂNCIA

As infeções pulmonares na primeira infância e as mães fumadoras são fatores de risco importantes para a DPOC.

FATORES GENÉTICOS

A constituição dos genes de uma determinada pessoa pode significar que é mais suscetível a desenvolver DPOC. O problema genético relacionado com a DPOC mais investigado é uma doença chamada deficiência de alfa-1 antitripsina; é uma doença hereditária na qual as pessoas têm falta de uma proteína chamada alfa-1 antitripsina.

Prevenção


A identificação dos fatores de risco e a prevenção da exposição a esses fatores é o passo mais importante na prevenção da doença. Inclui:

  • Incentivar as pessoas a deixarem de fumar
  • Prevenir a exposição dos bebés ao tabagismo passivo antes e depois do nascimento
  • Reduzir a exposição à poluição do ar interior devido a combustíveis de biomassa nos países em desenvolvimento
  • Prevenir as exacerbações da DPOC

Tratamento


A DPOC é diagnosticada através de um teste de espirometria. Este teste envolve respirar para um dispositivo chamado espirómetro, que mede a quantidade de ar nos pulmões e a rapidez com que a pessoa consegue expirar. Se o teste mostrar que a quantidade de ar que a pessoa expira é baixa, isso pode indicar um estreitamento das vias respiratórias e as fases iniciais da DPOC.

Não há nenhuma cura conhecida para a DPOC, mas esta pode gerir-se eficazmente para aliviar o impacto dos sintomas na qualidade de vida. A gestão da doença inclui:

  • Reduzir a exposição aos fatores de risco, incluindo o tabagismo e a poluição do ar
  • Melhorar a capacidade de exercício, para ajudar a aliviar os sintomas
  • Tratamento médico com broncodilatadores para ajudar a prevenir exacerbações
  • Oxigenoterapia para ajudar a aliviar a falta de ar

As pessoas com DPOC podem ser referenciadas para programas de exercícios, chamados reabilitação pulmonar. Estes centram-se em melhorar a capacidade da pessoa para fazer exercício e em educar para ajudar a pessoa a gerir a sua própria doença.

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